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Terrenos sem uso viram esconderijo para bandidos

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A situação causa insegurança e incômodo a quem reside nas proximidades.

- Imirante

SÃO LUÍS - Dois terrenos abandonados, um pertencente à Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e outro baldio, localizados na Rua Jackson Lago, no Residencial Esperança, área do bairro Cohama, são motivo de reclamação entre os moradores do residencial, pois os locais acumulam lixo, atraindo pragas e, além disso, o mato alto facilita o uso como esconderijo dos espaços por marginais, que os utilizam como esconderio. A situação causa insegurança e incômodo a quem reside nas proximidades.

Na Rua Jackson Lago, fica localizado um poço da Caema, que, segundo os moradores, foi desativado há pelo menos cinco anos. O espaço, que é murado e tinha um portão para impedir o acesso de estranhos, acabou se tornando um depósito de lixo e à noite é ocupado por criminosos, que se escondem da polícia e consomem drogas no local.

"O portão que havia no local teve o cadeado arrombado, e a área é usada como abrigo para todo tipo de gente. À noite, quem mora aqui convive com o medo de assaltos", informou o motorista Jaime Douglas.

Em frente ao terreno da Caema, há outro terreno que pertenceria à Associação dos Moradores. O espaço seria usado para construção da sede da entidade, o que nunca aconteceu, e acabou tornando-se outro local onde o lixo se acumula e os marginais se escondem. "Na verdade, temos dois grandes depósitos de lixo e abrigos de marginais. No terreno da Caema, há um esgoto entupido, que causa mau cheiro. No que pertence à associação, depositam todo tipo de lixo, atraindo ratos e outras pragas", afirmou o professor Raimundo Moraes.

O motorista Jaime Douglas disse, ainda, que o acúmulo de lixo no terreno pertencente à associação é agravado pela coleta irregular do lixo, que é feita apenas três vezes no mês. "Aqui, a coleta de lixo é raridade. Nunca sabemos se e quando o carro da Prefeitura passará para recolher", disse. O presidente da Associação de Moradores, conhecido apenas como Walber, foi procurado por O Estado, mas não foi localizado para comentar sobre o descaso com a área, de propriedade da entidade.

A Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo (Semurh) informou que vai enviar uma equipe de fiscais à Rua Jackson Lago, no Residencial Esperança, para analisar a situação na área e, posteriormente, notificar o proprietário sobre o problema, para fazê-lo cumprir a Lei de Muros e Calçadas (nº 4.590, de 11 de janeiro de 2006), que penaliza os proprietários de terrenos que, por não ter muros, facilitam o despejo de lixo e entulho.


Fonte: Imirante
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