Estudo mostra que quase 13 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 1995 e 2008.
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Douglas Pinto/TV Mirante
SÃO LUÍS - O Maranhão não é mais o Estado mais pobre do Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Estado subiu uma posição no ranking da pobreza extrema. Mesmo assim, 27,2% da população maranhense continua na miséria.
Ausência total de saneamento básico, de infraestrutura. São nessas condições que vivem muitos brasileiros, como dona Maria de Jesus Medeiros. Desempregada, ela sustenta dois filhos e duas netas, em um barraco de apenas um cômodo, que ainda é alugado. A única renda vem do Bolsa-Família e de alguns trocados que ela consegue lavando roupas.
A família de dona Maria de Jesus faz parte dos 27,2% de maranhenses que vivem em situação de pobreza extrema, na miséria. A renda não ultrapassa um quarto do salário mínimo por pessoa durante o mês.
Os novos números sobre a situação da pobreza no Brasil foram divulgados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas. O estudo mostra que quase 13 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 1995 e 2008, e que o Maranhão, que ocupava o primeiro lugar no ranking da pobreza no país, avançou, mas bem pouco.
Em 13 anos (1995 a 2008), o Maranhão reduziu de 53,1% para 27,2% a taxa de pobreza extrema (miséria) e agora ocupa a segunda posição dos Estados mais pobres do país. O primeiro é Alagoas com 32,3%.
Em relação à pobreza absoluta, cuja renda familiar por pessoa está abaixo de meio salário-mínimo, o Maranhão também recuou do primeiro lugar no ranking (taxa de 77,8%) para a segunda posição (55,9%).
Segundo o Ipea, o Brasil pode acabar com a pobreza extrema até 2016. Mas, para a ecomonista e doutora em políticas públicas, Valéria Lima, essa projeção depende muito do ritmo do crescimento econômico.